100 anos de lutas por igualdade das mulheres do Brasil e do mundo
O dia 8 de março não foi escolhido aleatoriamente no calendário, bem como a cor lilás não está relacionada às mulheres por ser delicada ou singela. Ambos têm origem no ano de 1857, em Nova York (EUA). Neste ano, 129 operárias de uma tecelagem chamada Cotton organizaram-se reivindicando o direito à redução na jornada de trabalho e melhores condições de trabalho.
No dia 8, cruzaram os braços – essa foi a primeira greve da história conduzida por mulheres. Reprimidas pela polícia, as operárias refugiaram-se nas dependências da fábrica, onde teciam malhas na cor lilás. De maneira covarde, os patrões e a polícia trancaram as portas da fábrica e atearam fogo — matando-as carbonizadas.
Em homenagem às tecelãs de Nova York, a ativista pelos direitos femininos, Clara Zetkin, propôs durante a II Conferência de Mulheres, realizada em 1910 na Dinamarca, que o dia 8 de março fosse declarado como o Dia Internacional da Mulher. E a cor lilás fosse adotada como o símbolo do movimento feminista.
A partir de 1911, o 8 de março passou a ser lembrado em todo o mundo. No Brasil, durante o período da ditadura, a primeira manifestação pública surgiu em 1976. Tradicionalmente, a CUT, representada pelas Comissões Estaduais e Nacional sobre a Mulher Trabalhadora, organiza em conjunto com sindicatos, movimentos populares, de mulheres e feministas atos, manifestações e atividades culturais nesta data, defendendo bandeiras contra a desigualdade entre homens e mulheres e pleiteando novos direitos e melhorias nas condições de trabalho.
Agência ANDIF
Redação: defendase@andif.com.br